Humano, Demasiado Humano |
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Skunk Anansie - Lately
Este ano achei por bem organizar o meu pensamento e saber exactamente o que tenho vindo a desejar o ano inteiro mas que não tenho tido possibilidade de ter.
* - é possível que alguém já me ofereça isto…hopes are high
** - GOSTAVA MESMO MUITO DE TER ISTO!
*** - Pode esperar…

* - Para uma grande apreciadora de chá como eu…ISTO É CRUCIAL! Este tamanho encaixa bem no meu quarto e assim posso ter o meu kit chá. :)

** - Dá muito jeito porque já não sei onde hei de pôr tanta revista. #Obrigada João por me teres introduzido a esta maravilhosa peça do IKEA.

* - Eu sei eu sei que os outros são melhores e blah blah yada yada. MAAAASSSS, não só têm muito estilo, são mais higiénicos e ajudam a aquecer as orelhas quando está frio. Já para não falar que servem como bandelete (não sei se é assim que se escreve), acessório de cabelo que até me favorece bastante. Só vejo vantagens.

** - As minhas visitas regulares à fnac pedem cheques. MESMO!

*** - Cada vez que gosto realmente de um perfume, ele tende a deixar de se vender em Portugal ou pior, ser utilizado por muita gente que conheço. Até agora, este não pareceu virar cabeças, pelo menos para além da minha.

*** - Ainda não o encontrei em parte nenhuma, quem sabe o consiga em Madrid. Any way…deixo aqui na esperança de que alguém me saiba dizer onde o posso encontrar.

*** - Viagem da easyjet para York para visitar uma querida amiga….ou então dinheiro para a viagem.

*** - Bem…isto quem sabe um dia. Fiquei altamente fascinada com o jogo de Tenis e o box….oh well.
E, se tudo o resto falhar…
FICO SEMPRE FELIZ depois de comer chocolate ;).

The Pixies - Here comes the Man

algum muesli de bébé depois (sim, existe)…
Nem sei bem por onde começar. Mentira. Até sei. Mal começou a dar a introdução - com uma música que antes não me dizia nada mas, uma vez una com aquela introdução, conquistou-me - eu sabia que iria passar o filme todo a tirar notas mentais de como poderia criar um texto que expressasse a minha interpretação do filme, ou a forma como eu o vi.
Os filmes, como os livros e a música normalmente não são sobre o que o autor escreve mas sim, um reflexo de nós mesmos. Um professor meu disse algo assim umas quantas vezes, mas acho que ele se esqueceu de um ponto fundamental. O que está na base de todos os filmes, de todos os livros e de todas as músicas - mesmo que a um nível quase imperceptível - são as relações humanas. O que nos une com o mundo exterior, aquele mundo que parecemos partilhar com todos enquanto estamos ao mesmo tempo no nosso mundo interior, impossível de partilhar. Escolhi estes três pontos de acesso ao conhecimento das relações humanas - os filmes, livros e música - porque acho que ao contrário das obras de arte estáticas, são os meios mais facilmente capazes de nos acompanhar nas nossas mutações. Mutações. Palavra feia. Metamorfoses, transformações. Dizem nos sempre coisas diferentes ou as mesmas de diferentes formas. Mas antes que me disperse, porque queria mesmo comentar este filme, quero dizer que a base de tudo o que nos move, tudo o que nos transforma, é a vontade de encontrar aquilo que nos falta.
500 days of Summer enquadra-se naquela categoria de filmes que já descrevi noutros textos, como uma combinação perfeita de tragédia, com comédia acompanhada por maravilhosas imagens e músicas que parecem ter sido criadas apenas e exclusivamente para estes filmes. Tem uma componente que também nunca falta, o nice guy; aquela personagem que parece entrar sempre nestes filmes, extremamente parecida connosco (um eu no outro sexo), extremamente humana, que parece ser tão fácil de se encontrar nestes filmes e no entanto, tão difícil de identificar nas pessoas de todos os dias às quais só temos acesso como espectadores. Porque temos acesso à personagem quase como temos acesso a nós mesmos.
Entramos na vida do protagonista, como se caminhássemos nos seus sapatos. Cada fase por onde passa parece um ponto isolado, tal como aqueles dias que parecem não acrescentar nada de novo à nossa vida, parecem não contar. Há duas cenas em especial que me marcaram no filme todo: 1) o dia depois de ter passado a noite com o que parecia ser o pilar da sua vida, ou a Summer (para quem preferir coisas menos metafísicas), e parece que há música que o acompanha e que a sua felicidade se reflecte por todos aqueles por quem passa; 2) quando do ponto máximo da sua depressão amorosa, há uma força que o puxa, um raio de energia e de criatividade que o tornam melhor e que o levam a se transcender e ganhar coragem para ir atrás do que antes parecia ser demasiado assustador para ser levado a sério.
A conclusão que tirei do filme foi que muitas vezes pensamos que só os bons momentos deviam contar na pontuação da felicidade na nossa vida; que os maus momentos ou aqueles que não são nem uma coisa nem outra são instantes minúsculos e sem importância…mas não…está tudo ligado, é tudo uno e tudo faz parte deste longo percurso. Nada é realmente mau ou realmente grave, apenas um ponto que mais tarde poderemos unir a outro (por sua vez mais feliz) e assim desenhar um segmento de recta, a nossa vida.
Noisettes - So Complicated

Ainda estava a recuperar do meu belíssimo jantar do h3, quando cheguei à sala de cinema. Uns minutos antes achei por bem (e visto que nos próximos anos terei de me manter longe das pastilhas) comprar rebuçados de mentol que me acompanhariam durante o filme inteiro (quase como se fossem aqueles comprimidos efervescente UNE ou UNO ou lá como se chamam, que têm muitas bolhinhas na embalagem que ajudam a digestão).
No filme Julie & Julia, não só relembramos a actriz genial que a Meryl Streep é, como também temos presente o encolhimento do nosso jantar. De repente, o meu hambúrguer ”Gourmet” parecia um pequeno passo, perdido, de uma receita elaborada. A história está fabulosamente conjugada; o soundtrack é bestial e, o mais importante, senti que há pessoas que me percebem: cozinhar e comer é de facto uma das melhores maravilhas desta vida!!!
Durante todo o filme, identifiquei-me com as duas personagens:
1º Julia e pelo seu prazer presente no acto de comer e pela comida;
2º Julie pelo prazer de cozinhar, escrever num blog e - apesar de eu não me considerar tão chata como ela - nos seus ataques de “eu não consigo fazer isto” e “eu não consigo levar algo até ao fim”. *
Enfim, é um post um tanto para o desenxabido tendo em conta a qualidade do filme, mas é tarde e todo este trabalho processamento e digestão de um filme como eu há muito não via, deixou-me muitíssimo cansada.
Boa noite e bom fim de semana queridos leitores!
*No entanto, não partilho o amor desmedido por manteiga…yuck!
In your honor Sir F.
The Beatles - Something
Toda a santa manhã, pelas 7h - hora ingrata para se sair de casa ainda mais ingrata se tivermos em conta a que horas tivemos de acordar para estar na rua aquela hora - há uma alma qualquer que acredita que deve alimentar as aves urbanas, mais propriamente os pombos ou, como eu gosto de os chamar, as ratazanas voadoras. Portanto, quando eu saiu pelas 7h e vou calmamente - porque mesmo que esteja com pressa, o sono não me permite grande rapidez…a última vez que tentei apressar-me digamos que ia de All Stars e estava a chover…simulem o resto - a descer a rua e deparo-me com um agregado que ocupa a estrada de um passeio ao outro destas maravilhosa criaturas divinas. Todos ao molho e a fazer aquele barulho medonho ora proveniente das suas minúsculas cordas vocais ora daquelas asas (ou ninho de bactérias), a ocuparem todo o espaço como se a rua fosse deles (o que acredito que seja mesmo aquela hora porque no outro dia um homem ficou imenso tempo a ver como é que ia passar pelo meio daquilo). Portanto…todas as santas manhãs em que o dia já começa não muito bem porque estou acordada aquelas horas, perco uns bons minutos a tentar arranjar um modo de passar sem que aconteça isto:

É que nesta convenção em particular, o número de membros é MUITO maior pelo que basta que haja o mais pequeno e leve som de ameaça para que uma pessoa se sinta no filme do Hitchcock, The Birds. É assustador e chamem-me mariquinhas, mas não estou para me agachar todas as manhãs cada vez que vem um destes maléficos seres em aterragem digna de qualquer F-14 Tomcat (oh lá como se chamam os aviões americanos com muito estilo…aqueles que aparecem do Top Gun) direito à minha testa! Então, hoje pensei para mim (não sei até que ponto não foi demasiado alto): “NÃO! Eu não tolero mais isto e portanto vou dar a volta, não, melhor! vou até ao Rato a pé e apanho lá o metro”. E é assim meus amigos que eu me pergunto como é que alguém anda preocupado com os efeitos que o homem tem na natureza? Eu sou a prova viva de que Ela ainda nos domina…ou pelo menos me domina a mim e, enquanto ainda houver algum ser dominado pela sua enorme força (ou o meu medo de ficar com um pombo espetado na testa), nada está perdido! Tenham fé Eco-People!
No outro dia reparei que quando partimos um coração ao meio…bem…é como se fossemos uma das partes e a outra aquela que procuramos eternamente até à último sopro.
Com base no que tenho vivido ultimamente (talvez desde sempre), o que se compra ou se adquire na vida - sejam objectos, pessoas, cargos profissionais, you name it - é uma tentativa de re-encontro com o nosso Eros, ou seja, cara metade. Há uma busca constante por uma outra parte que nos preenche e portanto, é desse ponto de vista que a vida se torna uma busca constante pelo que não temos e pela plenitude.
Este post surgiu porque ouvi alguém a elogiar uma pulseira e quando a dona agradeceu, foi quase como se a pulseira fosse um membro do seu corpo, uma parte de si que estava a ser elogiada. Gostamos de nos tentar encontrar nas coisas ou nas pessoas. :)